Marco inicial da Comunicação Empresarial

vanderbildPoucas são as áreas do conhecimento que podem dizer com clareza o momento em que foram criadas. O surgimento da comunicação empresarial esta relacionada com um evento ocorrido e1882, nos Estados Unidos.

O que de fato aconteceu foi que o empresário William Henry Vanderbilt (foto), presidente de uma estrada de ferro, havia dado ordem para suspender o tráfego em um pequeno ramal, cujos resultados financeiros vinham sendo negativos. Com a extinção do ramal ferroviário, milhares de pessoas ficariam isoladas, sem condições de deslocamento pelo único veículo de massa que os transportava para o trabalho ou mesmo a outras regiões do país.

Apanhado de surpresa nas estações de embarque, os usuários reagiram promovendo desordens. Mesmo assim, o tráfego não foi restabelecido.

O fato chamou tanta atenção que o Jornal Times enviou um jovem repórter para cobrir o caso. Ao ser perguntado pelo jovem repórter sobre as providências que iria tomar para restabelecer o tráfego – única maneira de satisfazer os anseios de uma pobre população operária, à qual faltavam outros meios de transporte para se locomover de suas casas para os locais de trabalho – Vanderbilt, exasperado pela ousadia, acabou expulsando o repórter da sua sala, enquanto dava terríveis murros na mesa, gritava: “O público que se dane!”

Foi exatamente essa a frase que o “Times” aproveitou para abrir a manchete da edição do jornal, adornando-a com a fotografia do Vanderbilt. A manchete berrante caiu sob os olhos nova-iorquinos e edições sucessivas do Times começaram a sair das bancas, por toda a cidade, para as mãos dos leitores.

O diretor do jornal sentiu a reação pública e aprofundou-se no assunto apontando o desprezo dos poderosos pela opinião pública e denunciando aquele e outros excessos que se verificavam todos os dias. Desencadeou-se, assim, uma extraordinária e corajosa campanha jornalística, inicialmente em Nova Iorque, e depois disseminada por todo o Estados Unidos.

Destruídas as amarras da justa revolta popular contra os excessos do “lucro a qualquer preço”, os homens de empresa foram forçados a perceber que alguma coisa deveria ser feita para melhorar a imagem das suas empresas junto ao público.

O próprio Vanderbilt, menos de um mês, depois das manchetes do Times, publicou nas primeiras páginas de vários jornais norte-americanos uma declaração desmentindo a entrevista.

Nessa época, surge o personagem do Relações Públicas, como atividade individualizada nas grandes empresas com a função de melhorar a imagem das corporações junto ao público.

jornalistaO primeiro escritório de Relações Públicas do mundo, foi criando em 1906 pelo jornalista Ivy Lee (foto) com o propósito de recuperar a imagem do megaempresário John Rockfeller, considerado, até então, um empresário “impiedoso e sanguinário” que buscava o lucro a qualquer preço e a monopolização do mercado.

Para recuperar a imagem do empresário Rockfeller (foto), Lee escrevia notícias a respeito das atividades das empresas de Rockfeller e convencia os jornais a publicá-las como notícia e não como anúncios ou matérias pagas.

rockfellerMas para publicar notícias, é necessário mais que escrever. Era preciso criar sensação através dos fatos e precisava existir verdade. Foi assim que começaram as estratégias de Lee. E a primeira providência foi derrubar barreiras entre Rockfeller e o público. E foi ai que Lee dispensou os seguranças de Rockfeller, além de convencê-lo a cooperar com o judiciário e promotores nas investigações a respeito dele e de suas empresas.

Por fim Lee fez com que o magnata criasse numerosas fundações de interesse público, como a Fundação Rockfeller para Pesquisa Médica.

No Brasil, a Fundação Rockefeller iniciou suas atividades em 1916 no Rio de Janeiro, com uma comissão médica para promover pesquisas científicas e ações de profilaxia das principais doenças endêmicas do país. Em 1917 instala-se no interior do estado, em Rio Bonito, o primeiro posto de tratamento à ancilostomose. Na década de 1920, com o controle da saúde com o Departamento Nacional de Saúde Pública, a Fundação expande suas atividades no Brasil, criando postos em Minas Gerais e São Paulo. Em 1942 a Fundação retira-se do país, e os serviços prestados por ela são absorvidos pelo Serviço Especial de Saúde Pública.

Graças a Lee, Rockefeller passa de capitalista sanguinário para “benfeitor da humanidade”.

Para saber mais:

Vale apena ver a série “Gigantes da Industria” centra-se em “Commodore” Cornelius Vanderbilt (transporte e magnata das ferrovias), John D. Rockefeller (petróleo e seus derivados), Andrew Carnegie (aço), Henry Ford (indústria automobilística) e JP Morgan (finanças).

 

 No Brasil, a partir de JK. 

As Relações Públicas e, por consequência, as atividades de comunicação empresarial, vieram para o Brasil nos anos 50, com as indústrias e as agências de propaganda dos Estados Unidos. Que vieram ao Brasil atraídas pelas vantagens oferecidas pelo governo do presidente Juscelino Kubitschek (JK), que tinha como lema: “50 anos em 5”.

Em 1967, com a fundação da Associação Brasileira de Editores de Revistas e Jornais de Empresa (ABERJE), marca que representa atualmente a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (http://www.aberje.com.br/) a comunicação organizacional evoluiu de forma orgânica, para um status estratégico, fundamental para a excelência nos relacionamentos das empresas e instituições com os seus inúmeros públicos estratégicos.

Fonte: Ebook Comunicação Empresarial na Prática

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